Instantes


Hoje estava tão perto,
Agora estive tão perto,
Que podia sentir o sabor de seus lábios
Mas, quanto mais perto estou, mais me afasto.

Tinha tanto a dar,
Tanto a dizer,
Tanto a querer,
Que o mundo não suportaria tal paixão.

Que amor é esse, que vem e que vai?
Que mulher é essa que me excita?
Que olhos são aqueles?
Que pele é aquela?
Que toque foi aquele?

Porque eu sentia aquelas chamas enquanto a beijava?
Porque eu sentia aquele calor enquanto a tocava?
Porque eu sentia paixão ao estar a seu lado?

Hoje pode tocá-la!
Ontem pude vela
E amanhã?
Agora... agora não sei o que escrever.

Amigos

Por estes dias tive o privilégio de conhecer um grande amigo. E que amigo encontrei para a minha vida. Já sofremos muitos juntos, passamos por várias alegrias e muitas vezes eu fui o confessionário dele e ele o meu. A amizade é tão única, singela que quando eu o conheci, simplesmente choramos. Até então só nos conhecia por meio da internet, a amizade não passava da coisa virtual e foi num encontro de jovens que tivemos que eu o conheci. Mais que alegria foi saber e ter a certeza que neste mundo ainda há pessoas em que podemos chamar de amigos.

Talvez, muitos que aqui me lêem não tem esse privilégio. O privilégio de ter alguém para ser seu confessionário, alguém do qual pode realmente contar em todos os momentos, seja eles na alegria, triste,...

Vamos lá, descubra o seu amigo e cultive com ele a terna e sincera amizade.

Tempo


Na sexta feira pela tarde após um trabalho e tanto, assentei-me sob uma jabuticabeira, que na ocasião proporcionava uma sombra maravilhosa em meio aquele sol escaldante – que, diga-se por passagem, com o aquecimento global no planeta a temperatura no Brasil tem sofrido sérios problemas, como se já não bastasse o sofrimento por não termos estações definidas, agora é o sol (calor) imenso.

Confortável sobre um banquinho que por ali havia, ia olhando para as outras tantas árvores que a rodeia e me dando conta do quão agraciados somos por ter tais belezas raras que só a natureza sabe nos proporcionar, até que em um determinado momento parei e comecei a olhar para o relógio do meu pulso.

Foi nesse instante que tudo veio à minha mente, os questionamentos que sempre faço e, sobretudo aqueles do qual faço quanto não ter nascido na época em que ela nasceu.

Comecei a divagar minha mente na tentativa de achar respostas. Agora, lágrimas percorrem minha face.

Desespero!

Medo!

Dor!

Sofrimento!

São algumas das várias coisas que senti naquele momento. Não consigo entender o porquê do “tempo” não ser justo. Porque não podemos escolher de alguma forma a época que devemos nascer?

Os ponteiros não param de girar e vou, aqui, prosseguindo sem respostas. Apenas lamentando por não ter a idade certa, por ter nascido na época errada, pelo menos julgo até o exato momento, quem sabe amanha não muda tudo em minha cabeça. (risos)

Estranho

É tudo estranho!

Neste momento não estou em casa. Não estou em meu lar. É um ambiente, que apesar de ser de um familiar, não me encontro, pois distante estou de meu recesso, de meu aconchego que o edredom me proporciona. Estou só, ao mesmo tempo sinto a presença dela. De minha amada, que dia sim outro não coloca tudo a perder.

Mesmo sem conhecê-la pessoalmente ela, só por meio de internet, perece-me que a conheço já faz muito tempo. Sinto-a neste instante, seu toque, carinho, entretanto mesmo sentido isso, também tenho uma dor a ser curada.

O bom de nós sentirmos essa dor é justamente ter a certeza que uma hora ela passa. Não consigo imaginar, ou ver em que dia essa dor irá passar. Estou tão aflito e confuso.

Cadê o chão?

Cadê as paredes que aqui estavam?

Sumirão!

É o sinal que essa dor possa estar se dissipando. Mas afinal, que dor é essa?

É tudo tão estranho, porque nem sei que dor é essa. (risos)

Será mesmo uma dor?

Quem sabe não é somente a solidão que me aflige nesta noite de sábado.

É isso! Após um sábado mais do que agitado, do qual se fosse possível faria tudo de novo, a única coisa que quero é que ela estivesse aqui ao meu lado no sentido físico, porque no imaginário já faço até amor com ela, sinto o seu cheiro, suas mãos suaves a percorrer meu corpo,...

Até quando irei agüentar?

Quando é que essa “dor” vai definitivamente passar?

Tudo é eloqüência, cuido das dores de outros e da minha mesmo ainda não cuidei.

Teatros da vida


O cenário esta pronto.

As luzes já foram vistoriadas.

Os bastidores estão a todo vapor: maquiadores; figurinistas; contra-regras correm daqui, dali,...

O espetáculo da vida vai começar – já se diz no Fantástico (programa da rede globo).

Eis que estão passeando por meio de um belo jardim um casal. É primavera, as árvores balançam com o soprar dos ventos o que ocasiona uma chuva de flores amarela dos ipês daquele jardim. Percorrendo, apaixonados, no tête-à-tête dos corpos vão se aquecendo naquela primavera mais do que agradável.

O exalar dos ipês, agora, envolve os espectadores deste espetáculo da vida. O silêncio toma conta de todos e só ouvem-se os suspiros dos jovens no jardim, afagados pelo amor, carinho, toques mágicos,...

É a magia do teatro.

Envolver-se com a peça, sentir a emoção a flor da pele.

Você já teve a oportunidade de ir assistir um teatro?

Se já foi - ótimo vá sempre que puder, pois no teatro esquecemos nem que seja por aqueles momentos das dificuldades que passamos no dia-a-dia.

Não? - vá o quanto antes e tu iras se apaixonar e jamais iras deixar de ir.

Os atores saíram de cena. A cortina se fechou. Ficou somente a imaginação para viajar por entre o jardim de ipês.