Acorda! Acorda!

Uma certa vez estava passando por uma calçada, que por sinal estava em péssima conservação, entretanto em um certo momento deparo-me com um casal de pai e filho, estavam discutindo e como tive que parar próximo a fim de resolver algum problema por ali, não pude deixar de ouvi-los.

Na ocasião, a discussão era em torno da escolha da profissão do filho.

O pai quer que ele fosse um médico, como muitos do planeta tem em comum, como se só existisse esta profissão e que ela irá dar um mar de dinheiro, pura eloqüência. O filho quer ser arquiteto. O pai discutia com ele e em todos os instantes afirma seu ponto de defesa: que o filho não fosse arquiteto por ser uma profissão de gay enrustido, para não dar na cara que ele seria um decorador, iria fazer arquitetura. Que idiotice deste pai, enfim o papo foi longe e terminou, se é que teve fim em sua casa.

Há sempre aqueles pais em que pensam que nós somos cadernos de colorir, onde eles vêem somente preenchendo com suas cores preferidas.

Interessante é que esta frase não se enquadra somente nestes aspectos. Ela pode ser levada para qualquer canto e aplicada em muitos pontos.

Uma delas: você na certa já deve ter passado por isso, de uma outra pessoa se encarnar em você e ela querer que você se torne o deus dela, que você seja a perfeição que ela tanto esperou, que ela queira que amamos com a mesma intensidade em que esta nos ama, enfim estamos sendo coloridos, ao invés de nós colorir, esta quer colorir nossa vidas.

A grande verdade é algumas pessoas não se tocam e pensam que somos idiotas, burras e que vamos deixar ela conduzir a situação.

Ouuuu....... Acorda, não somos e nem seremos seu caderno de desenho!

Devaneios

No entrave da vida, eis que me distancio, perdido, solteiro, sem amor, sem carinho, sem...

Vou à procura dela, da deusa, da amada, daquela que me aguarda ou aquela em que vou encontrar para enfim viver a verdadeira paixão e terminar de uma vez por todas, esta estória de amar pessoas erradas, ou aquelas do qual julgamos ser impossível amar.

Mas o que na verdade determina que é errado ou certo um amor?

Sinceramente, não sei!

O importante é que vou vivendo e procurando respostas, mesmo sabendo que elas estão imensamente distante para se encontrar, por isso vou me distanciando, quiçá no fim encontrá-la.

Instantes


Hoje estava tão perto,
Agora estive tão perto,
Que podia sentir o sabor de seus lábios
Mas, quanto mais perto estou, mais me afasto.

Tinha tanto a dar,
Tanto a dizer,
Tanto a querer,
Que o mundo não suportaria tal paixão.

Que amor é esse, que vem e que vai?
Que mulher é essa que me excita?
Que olhos são aqueles?
Que pele é aquela?
Que toque foi aquele?

Porque eu sentia aquelas chamas enquanto a beijava?
Porque eu sentia aquele calor enquanto a tocava?
Porque eu sentia paixão ao estar a seu lado?

Hoje pode tocá-la!
Ontem pude vela
E amanhã?
Agora... agora não sei o que escrever.

Amigos

Por estes dias tive o privilégio de conhecer um grande amigo. E que amigo encontrei para a minha vida. Já sofremos muitos juntos, passamos por várias alegrias e muitas vezes eu fui o confessionário dele e ele o meu. A amizade é tão única, singela que quando eu o conheci, simplesmente choramos. Até então só nos conhecia por meio da internet, a amizade não passava da coisa virtual e foi num encontro de jovens que tivemos que eu o conheci. Mais que alegria foi saber e ter a certeza que neste mundo ainda há pessoas em que podemos chamar de amigos.

Talvez, muitos que aqui me lêem não tem esse privilégio. O privilégio de ter alguém para ser seu confessionário, alguém do qual pode realmente contar em todos os momentos, seja eles na alegria, triste,...

Vamos lá, descubra o seu amigo e cultive com ele a terna e sincera amizade.

Tempo


Na sexta feira pela tarde após um trabalho e tanto, assentei-me sob uma jabuticabeira, que na ocasião proporcionava uma sombra maravilhosa em meio aquele sol escaldante – que, diga-se por passagem, com o aquecimento global no planeta a temperatura no Brasil tem sofrido sérios problemas, como se já não bastasse o sofrimento por não termos estações definidas, agora é o sol (calor) imenso.

Confortável sobre um banquinho que por ali havia, ia olhando para as outras tantas árvores que a rodeia e me dando conta do quão agraciados somos por ter tais belezas raras que só a natureza sabe nos proporcionar, até que em um determinado momento parei e comecei a olhar para o relógio do meu pulso.

Foi nesse instante que tudo veio à minha mente, os questionamentos que sempre faço e, sobretudo aqueles do qual faço quanto não ter nascido na época em que ela nasceu.

Comecei a divagar minha mente na tentativa de achar respostas. Agora, lágrimas percorrem minha face.

Desespero!

Medo!

Dor!

Sofrimento!

São algumas das várias coisas que senti naquele momento. Não consigo entender o porquê do “tempo” não ser justo. Porque não podemos escolher de alguma forma a época que devemos nascer?

Os ponteiros não param de girar e vou, aqui, prosseguindo sem respostas. Apenas lamentando por não ter a idade certa, por ter nascido na época errada, pelo menos julgo até o exato momento, quem sabe amanha não muda tudo em minha cabeça. (risos)